O Mercado Bitcoin, corretora brasileira de criptoativos, e a Bity firmaram um acordo para permitir a transferência de clientes da Bity para a plataforma do MB no Brasil, em mais um movimento de consolidação do mercado brasileiro de ativos digitais.

A partir desta sexta-feira (dia 2), os clientes da Bity podem transferir os saldos em criptomoedas e em reais para o Mercado Bitcoin. A migração dos saldos em cripto pode ser feita até 29 de novembro de 2026.

Com a transferência, os utilizadores passam a ter acesso aos produtos e serviços oferecidos pelo MB, incluindo negociação de criptoativos, investimentos tokenizados, crédito e soluções de pagamentos.

O acordo prevê ainda benefícios específicos para quem aderir à migração, como um período alargado com taxa zero na compra e venda de criptomoedas, condições especiais em produtos de rendimento fixo digital, staking e atendimento dedicado para clientes com maior volume sob custódia.

Segundo o comunicado, os clientes vão receber orientações pelos canais oficiais da Bity e, após aprovação do registo no MB, vão encontrar na nova conta o mesmo saldo que tinham anteriormente em reais e em criptoativos.

Mercado em consolidação

O acordo surge no meio de uma sequência de mudanças no mercado brasileiro de criptomoedas. Em setembro, o Mercado Bitcoin e a Bitso anunciaram uma parceria pela qual os clientes particulares da Bitso no Brasil passaram a investir através da plataforma do MB. A Coinext também encaminhou os seus clientes para o Mercado Bitcoin depois de decidir encerrar atividade no país.

Para Roberto Dagnoni, presidente do conselho e CEO do Mercado Bitcoin, a nova parceria reforça esse movimento. “Esse acordo, somado a outros movimentos recentes, reforça o nosso papel na consolidação do setor. O nosso compromisso é que os clientes da Bity tenham uma transição simples e segura”, afirmou.

A Bity, empresa brasileira, atua desde 2018 com soluções financeiras ligadas a criptoativos e é responsável pela plataforma Bitypreço e pela aplicação Bitybank. A empresa tem ainda uma vertente de negociação proprietária, que é atualmente o seu principal foco de atividade.

“A nossa prioridade foi sempre oferecer aos nossos clientes a melhor experiência possível. Ao escolher o MB, procurámos garantir que eles têm uma transição tranquila e podem continuar a investir com confiança”, afirmou Valdiney Pimenta, fundador e CEO da Bity.

O Mercado Bitcoin afirma ter 4,5 milhões de clientes e 13 anos de atividade. A empresa, fundada em 2013 como corretora de criptomoedas, alargou nos últimos anos a sua atuação a áreas como tokenização, crédito, pagamentos com stablecoins e infraestrutura financeira.

O avanço da regulação também serve de pano de fundo a este processo. Com as novas exigências do banco central do Brasil, o Banco Central do Brasil, para prestadoras de serviços de ativos virtuais, as empresas do setor têm estado a rever estratégias, estruturas operacionais e presença no país, o que tem acelerado acordos, saídas e reorganizações no mercado brasileiro.

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