A Blockstream recusou um pedido de resgate de um atacante que exigia a devolução de 600 BTC relacionados com um exploit na Liquid Network, a sidechain de Bitcoin operada pela empresa. O pedido, cujo título era simplesmente a instrução "Return the bitcoin" ("Devolvam o bitcoin"), foi rejeitado pela empresa enquanto os esforços de recuperação continuam.
A Liquid retomou o processamento de transações, mas os peg-outs, o mecanismo que permite aos utilizadores mover fundos da sidechain de volta para a blockchain principal do Bitcoin, permanecem desativados. A Blockstream não deu um prazo para o restabelecimento dessa função, dizendo apenas que os trabalhos de recuperação estão em curso.
O que isto significa para os utilizadores
Para empresas e particulares que detêm ativos na Liquid, a retoma das transações traz alguma tranquilidade quanto ao funcionamento da rede. Mas a suspensão contínua dos peg-outs significa que os fundos ainda não podem ser retirados para a blockchain principal do Bitcoin, deixando a liquidez efetivamente bloqueada dentro da sidechain por agora.
A Liquid é utilizada por várias bolsas e instituições europeias e internacionais para liquidação e emissão de ativos, o que torna o congelamento dos peg-outs uma preocupação operacional direta para as empresas que dependem da rede para movimentar bitcoin e outros ativos tokenizados dentro e fora do sistema.
Uma posição firme
A recusa pública da Blockstream em negociar marca uma posição clara da empresa, que optou por não dialogar com o autor do pedido apesar da dimensão da quantia envolvida. A decisão deixa os 600 BTC em questão sem resolução por agora, sem qualquer indicação da Blockstream de que esteja planeado um novo contacto com o atacante.
A empresa não revelou mais detalhes sobre o pedido ou a identidade por detrás dele. Os trabalhos de recuperação continuam, e a Blockstream não especificou quando a funcionalidade normal de peg-out será restabelecida na rede.



